quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Introdução Alimentar em Bebês


Olá pessoal,


Lembro da consulta de 6 meses da Alice, saí do consultório entendendo que dali para frente eu estava diante de um novo bebê. Não só porque ela já interagia muito mais , poderia usar repelente, fazer natação, e já tentava engatinhar, mas, porque a partir daquele momento eu iria apresentar a ela um novo e delicioso mundo, o da alimentação. 
Hoje vamos conversar um pouco sobre a introdução alimentar em bebês. Após os 6 meses de aleitamento exclusivo tive muitas dúvidas de como fazer e por onde começar a introdução de outros alimentos na rotina da minha bebê. Acredito que assim como eu, mãe de primeira viagem, outras mamães também possam ter dúvidas sobre essa nova e importante fase na vida dos pequenos. 
A partir desse mês nosso blog terá a colaboração da nutricionista Viviane Ares M. Lédo, formada pela UNIRIO, com experiência em alimentação infantil, educação alimentar e nutrição clínica. E hoje ela preparou um post especial para falar sobre este tema. Espero que curtam, caso tenham alguma pergunta ou dúvida entre em contato conosco. 





Introdução Alimentar em bebês



O Leite materno é o alimento mais completo que um bebê necessita. Ele oferece todos os nutrientes, energia e anticorpos necessários. Durante os 6 primeiros meses de vida, o bebê não precisa consumir nada além do leite materno, nem água e chás.
A transição alimentar tem papel muito importante na vida da criança, pois a infância é o período que se estabelece o padrão alimentar. O papel dos pais e da família nos primeiros anos de vida, a começar pela introdução, é de fundamental importância para evitar problemas como a obesidade infantil que vem crescendo muito.
Costumo dizer aos meus pacientes que quando a criança nasce ela não sabe o que é bom, ruim, doce ou salgado. Ela aprende com o tempo, conforme apresentamos a ela. E os pais devem ter a consciência de oferecer bons alimentos aos seus filhos. Já ouvi muitas vezes pessoas dizendo: “Coitadinho, ele não gosta de chocolate!!!” ou “ Tadinho, todo mundo vai tomar refrigerante e ele ficará olhando, que dó!!”
Sempre digo que se a criança nunca tiver contato com alimentos ricos em açúcar ou gordura, ela não sentirá falta, porque nem saberá que gosto tem!!!
Então queridas mamãe e papais, não deem aos seus filhos alimentos que futuramente podem prejudicar e muito a saúde deles somente porque a sociedade acha que deve ser feito. Alimentos ricos em gordura, carboidratos e açúcares estão diretamente relacionados ao aumento de colesterol, obesidade e hipertensão.
A partir dos 6 meses a criança começa então a experimentar novos sabores, através de novos alimentos. Este é o momento essencial de incentivar a alimentação equilibrada. Até a maturação do sistema digestivo do bebê, o leite deve continuar a ser oferecido prioritariamente, e juntamente com ele começa a alimentação complementar.

  1. No início, os alimentos devem ser preparados especificamente para as crianças. Devem ser variados na textura e sabor. As crianças preferem sabores suaves e simples. O alimento deve ser oferecido de forma isolada para que a criança possa identificar sabores e cores. A alimentação deve ser colorida!!!
  2. Se o bebê não quiser comer, não insista. A natureza é sábia e o organismo dá sinais de que está satisfeito através de: ânsia de vômito, o bebê vira o rosto, fecha a boca... Não seja muito rígida com horários com a criança, respeite a vontade dela. O tamanho do estômago de um bebê é muito pequeno, não podemos comparar com nossa quantidade de comida.
  3. Não se deve guardar o alimento rejeitado pela criança. Deve ser desprezado para evitar contaminações. Quando ela quiser comer, preparar alimento fresco.
  4. Evite alimentos que contenham açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerante, balas, salgadinhos e outras guloseimas.
  5. Evitar alimentos potencialmente alergênicos como: chocolate, frutos do mar, aditivos (corantes e conservantes). Atenção mamães!!! Leiam bem os rótulos dos alimentos!!!
  6. Com relação à consistência, até os 8 meses mais ou menos, deve ser em forma de papa ou purê grosso, para estimular a mastigação e a fala. O alimento deve ser amassado com garfo, nunca liquidificador!!!
  7. Os sucos de fruta não devem substituir os alimentos densos. O excesso de suco pode levar a criança a ter dificuldade no desenvolvimento, pois ocorre perda de alguns nutrientes importantes. Dê preferência à fruta!!!

A partir dos 8 meses, a criança pode se alimentar da mesma comida que a família consome, porém devem ser amassados, desfiados ou bem cortadinhos.
Bom galera, espero que tenham gostado das dicas. Cuidem com muito carinho da alimentação dos seus filhos. Ele é o bem mais precioso que Deus vos deu.
ATÉ A PRÓXIMA!!!!
Beijos


Dra. Viviane Lédo 
Nutricionista