terça-feira, 25 de agosto de 2015

Ser Criança é Natural



Oi Pessoal!

É uma alegria imensa voltar aos nossos encontros semanais, eu estava com saudades.
Nossos dias por aqui tem sido de muita correria, mas, eu nunca esqueço do blog e ao longo desse tempo tenho preparado muitas novidades para trazer para vocês. Hoje gostaria de compartilhar  mais uma aventura que vivi ao lado da Alice. Uma deliciosa manhã em família  de exploração da natureza, juntamente com a equipe do Ser Criança é Natural.
 
Conheci o projeto Ser Criança  é Natural através do Facebook e foi amor a primeira vista. A equipe é de São Paulo e desde quando nos conhecemos, começamos a trocar mensagens. Eu quase fui a São Paulo para poder participar desse projeto. Mas, não foi necessário, porque eles escolheram o Rio de Janeiro para visitar e eu não perdi a oportunidade de viver essa experiência aqui com eles.
 
O projeto foi fundado  pela Ana Carolina Thomé que é Pedagoga, especialista em Psicomotricidade e em Educação Lúdica e pela Bióloga e Socióloga Rita Mendonça e é realizado com crianças de 0 a 6 anos.
Em um papo com a Ana Carolina Thomé,  conheci um pouco de como tudo começou. Trago agora para vocês um pouco do que ela me contou sobre esse projeto maravilhoso.


 
 
"O Ser Criança é Natural é um projeto do instituto Romã e nasceu com o objetivo de trazer a tona a importância do contato direto e livre das crianças com a natureza. A infância de hoje está cada vez mais enclausurada e exposta a diferentes telas. Nós queremos crianças brincando ao ar livre. Os encontros do Ser Criança é Natural, são momentos onde as crianças vão com suas famílias para a natureza brincar com ela. É um momento para aprender, experimentar e se encantar. Eu acredito que o respeito pela natureza nasce assim, quando a gente tem um vínculo com ela. Como na música do Caetano Veloso que diz que "Quando a gente gosta é claro que a gente cuida". Então, é isso que acontece. O respeito pela natureza nasce dos encantamentos, das experiências que a criança tem na infância,  é assim que o vínculo se forma. Quando fazemos um encontro, desejamos que ele seja apenas mais um momento com a natureza para aqueles que já experimentaram isso, e o primeiro de muitos para aqueles que estão nesse ambiente pela primeira vez. "


Então, fomos nós ao Parque Lage, um parque público aqui na Cidade do Rio de Janeiro. Localizado aos pés do morro do Corcovado, à rua Jardim Botânico. Possui uma área com mais de 52 hectares e foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), como patrimônio histórico e cultural da cidade do Rio de Janeiro.  Naquele domingo fomos presenteados por Deus com um lindo dia de sol e um som maravilhoso da orquestra de Cello que se apresentava no parque gratuitamente aos visitantes e fez uma trilha sonora perfeita para que pudéssemos contemplar a natureza com nossos pequenos exploradores.

 


Chegamos cedinho e aos poucos o grupo foi aumentando e a roda ficando mais bonita. Até que chegou o momento de nos conhecermos e confesso que adorei a todos que estavam presentes. Uma turminha linda de exploradores. Estavam todos muito animados e começaram o encontro imitando algum elemento da natureza. Então, em meio a sons e imitações de macacos, ondas do mar, leões, cachorrinhos e gatinhos, os pequenos e grandões foram ficando desinibidos e começaram a curtir.
 
Nossa trilha começou e a orientação dada aos pais foi para valorizarmos as descobertas que acontecessem pelo caminho. Os pais de crianças maiores poderiam responder perguntas com outras perguntas. Deveríamos prestar a atenção nos gestos e olhares das crianças. O percurso foi seguindo o ritmo dos pequenos e o destino era apenas o caminho que passavam. Era um encontro com a natureza, então não era permitido o uso de câmeras e celulares. Alice e os coleguinhas receberam um saquinho plástico onde poderiam colocar nele os tesouros que encontrassem pelo caminho.
 
 
 
E então seguimos e éramos nós, a terra, o ar puro, as árvores, as plantas, os sons dos pássaros e dos macaquinhos que nos receberam cheios de gracinhas e encantaram os pequenos. Então, olho para o lado e vejo minha pequena carregando sua primeira grande descoberta, e ela veio tão satisfeita... A folha era maior do que ela! Mas, a satisfação em ver, pegar e carregar a folha gigante foi enorme.
Por um instante fiquei observando os pais ali presentes e me encantei com tantos carinhos trocados, sorrisos e gargalhadas entre pais e filhos.
Li que o contato com a natureza trás paz e equilíbrio para o desenvolvimento da criança. E era exatamente o que eu estava vendo ali.  
Nós estávamos nos braços da mãe natureza e ela nos acarinhava e presenteava com momentos incríveis com nossos filhos.
 
 
 

 
 
 
Nosso estilo de vida contemporâneo e urbano demais não nos fazem enxergar a falta que faz viver essas experiências para a saúde física e emocional.
 
Chuvas de folhas, gargalhadas e vejo um bebê lindo engatinhando na areia, encantado pelo novo mundo que acabava de conhecer. Olho para o outro lado e vejo um grupo de crianças maiores trazendo as minhocas que acabavam de encontrar pelo chão. Uma doce mocinha de quase 2 aninhos vem até mim e me dá um graveto, enquanto minha pequena sapeca gritava e corria com uma lupa nos olhos floresta a dentro procurando os "Smurfs", que ela jurava que moravam ali.  (isso eu filmei e vou mostrar pra ela quando for maior).
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lupas foram distribuídas e pais e filhos podiam ver formiguinhas e suas casinhas, aranhas e suas teias. O Mini mundo ficou melhor de ser explorado e cada nova descoberta, uma emoção diferente, um sorriso novo, uma pergunta nova e uma lembrança para nosso livro de memórias.
 
 
 

 
 


 E novamente show dos macaquinhos, eles roubaram a cena e só escutava Alice falando... "óia mamãe, macaco maluco". (é assim que ela chama todos os macacos, sempre lembrando de um brinquedo que ela ganhou, um macaco arrepiado que ela adora).
  
 
 Subimos uma longa escadaria e chegamos em um lindo lago cheio de peixes grandes e eles foram a grande atração. Dar comida para o peixe e ver ele subir correndo para comer e mergulhar de novo. Depois estendemos algumas toalhas e o grupo compartilhou de um gostoso lanchinho, e descansamos um pouco acompanhados pelos macaquinhos que continuavam com suas gracinhas.  




 
  
 
 A ultima brincadeira foi deliciosa, de olhos vendados, fomos tocar e abraçar as árvores. A descoberta de texturas diferentes e um abraço gostoso naquela que nos dá o ar puro. 
Foi assim que nossa exploração terminou aquele dia, com um abraço! Tive o privilégio de agradecer a mãe natureza, com um gostoso abraço por me proporcionar momentos tão incríveis ao lado da minha pequena.


 
 Refleti muito depois desse encontro. Na qualidade do tempo que passo com minha filha, nas horas que dedico a ensinar a ela a amar a natureza e respeitar as maravilhas criadas por nosso Deus. Pensei no quanto Alice foi feliz naquele dia. Não só ela, mas, todas aquelas crianças e pais que estavam lá. Saí do parque certa de que foi uma escolha excelente viver aquela experiência que ficará gravada para sempre em nossa memória e em nossa história.
  
 
"Estar no Rio de Janeiro foi muito especial. O Parque Lage é lindo e tem um ambiente que traz essa junção de natureza e cidade. Ficamos muito felizes com tantas famílias que tiveram conosco. Foi Lindo! Muitos momentos me encantei junto com as crianças. Fico muito feliz de ver famílias juntas interagindo, descobrindo coisas. Um grande desafio é experimentar uma caminhada no tempo da criança e sentir esse momento fabuloso. Tivemos dois grupos muito especiais nesse dia e saímos com vontade de voltar. "  ( Ana Carolina Thomé).

Obrigada Ana Carolina e Rita por dividir conosco esse projeto lindo e voltem sempre a nossa cidade. Obrigada as fotógrafas Anne Seixas e Rita Mello pelas lindas fotos e pela parceria maravilhosa. E por fim, obrigada aos pais que autorizaram as imagens dos seus filhos para deixar nosso post ainda mais lindo, especial e cheio de vida.
 
Parceiros:
 
Ser Criança é Natural - www.sercriancaenatural.com
Anne Seixas Fotografia - www.anneseixas.com.br

Espero que tenham curtido e até o próximo!
Pri






















 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Museu é coisa de Bebê





Hey Pessoal,
Na minha busca por programas culturais interessantes para fazer com a Alice, conheci um museu que realiza um lindo trabalho para bebês aqui no Rio e a proposta me encantou muito. Fiquei super curiosa para saber como seria levar minha filha de 1 ano e 5 meses em um museu. Enfim, consegui encaixar uma folga no trabalho e marquei a visita guiada e vou contar para vocês como foi essa experiência. 
Já falamos aqui no blog da importância dos estímulos sensoriais e motores para o desenvolvimento do bebê, e esta visita ao museu de arte Naif foi repleta de estímulos para a Alice.
A arte Naif é produzida por artistas sem preparação acadêmica, cheia de liberdade, com uma paleta de cores chocantes e fortes. Elas conseguem expressar alegria, beleza e espontaneidade, aguçando a imaginação dos adultos e também dos bebês. 
O MIAN - Museu Internacional de Arte Naif no Brasil é um museu que recebe o publico de todas as idades, aberto a crianças e adultos, e em especial desenvolve um trabalho para crianças de 3 meses até 11 anos de idade. Isso inclui oficinas de brinquedos com a participação dos pais, rodas de cirandas, visitas guiadas e atividades lúdicas com estimulação sensório-motora. As atividades fazem com que a criança tenha encantamento pelas obras de arte, cores, formas e luminosidades, além dos pequenos interagirem com o ambiente do museu. 
As turmas são separadas e as atividades são de acordo com a idade da criança. O tema do mês de março foi "A caminho das Índias" e hoje vou falar da turma Naif para nenéns +1(crianças de 1 a 3 anos), que foi a turma da Alice. Uma andante e curiosa, que interagia com tudo! 
Entramos no museu, uma casa antiga rodeada de verde, com uma varanda gostosa e bem aconchegante. 





Fomos recebidas por uma arte educadora que nos orientou a começar a olhar as obras e aguardar. Cada quadro que eu mostrava, ela se encantava. 



Impossível não se apaixonar pelo imenso painel da cidade do Rio, com um cristo redentor bem na entrada, cores fortes e vibrantes bem característico da obra Naif.


Enquanto ela viajava nas descobertas dos quadros, ouvimos o som de um instrumento diferente, quando olhamos, vimos uma linda moça com trajes típicos da Índia,  maquiagem específica, tocando um instrumento e nos convidando para ir para uma outra sala. 


Entramos em uma sala com uma bela decoração Indiana, tinha uma tapeçaria colorida. Fomos convidadas a tirar os sapatos e nos sentar no chão e de lá começamos uma viagem a Índia através da nossa imaginação.




A educadora contou uma história cheia de sons e movimentos de Yoga, imitando animais que podemos encontrar na savana indiana. Nossa participação foi fundamental para maior interação entre mãe e filho e também na construção do universo imaginário que estava sendo apresentado para a criança. 




As crianças ficaram soltas e foram entregues a elas pelúcias e brinquedos lúdicos. Alice se encantou por uma cobra feita com material reciclado, se enrolava na cobra e foi o brinquedo preferido. 




Até que chegou um momento onde foram apresentados instrumentos musicais para as crianças e elas adoraram. Foi muito divertido de ver. 


Por ultimo, as crianças receberam saquinhos com especiarias da Índia. Elas podiam cheirar, tocar e se quisessem, podiam experimentar o cravo e a canela. Achei muito bacana esse momento de descoberta. 



Finalizando esta etapa da visita, fomos conhecer uma sala com jogos interativos. Essa sala tinha uma parede da altura da criança com ímãs e as crianças montavam a sua historia usando imagens da nossa cidade e de outros objetos comuns do nosso dia a dia. Nessa sala, Alice conheceu uma menina linda da mesma idade que ela, e pela primeira vez pronunciou a palavra "Amiga". Guardo com carinho lembranças desse momento e gostaria de um dia rever a Olívia, que foi a primeira que Alice chamou de "migááá". Fiquei triste por não ter tirado nenhuma foto das duas.




Foi uma manhã bem gostosa que passamos no MIAN. Foi tudo bem rapidinho, cerca de 1h no total, e a entrada custou 20 reais. Caso a mamãe queira levar a comidinha da criança, o museu tem uma copa com microondas e cadeirão para o bebê. Nós indicamos a todas vocês que quiserem viver essa experiência bacana e diferente com seus filhos. Eu já estou vendo a programação para voltar lá com a Alice. 

Quem quiser conferir a agenda do MIAN pode entrar no site:  MIAN- Naif

Espero que tenham curtido. Beijos e até a próxima
Pri